terça-feira, 3 de abril de 2012

A teologia verdadeira e os verdadeiros teólogos

Esse é a parte 3 de 5 na série Leigos, levantai! Nenhuma forma teologia tem validade se não levar a uma vida de piedade. Se o assunto discutido não o leva à contrição, se não o ensina mais sobre Deus nem o leva a adorá-lo com mais fervor, não passará de “falatório profano”. Nem se dêem a fábulas ou a genealogias intermináveis, que mais produzem questões do que edificação de Deus, que consiste na fé — 1 Timóteo 1:4 Mas evita os falatórios profanos, porque produzirão maior impiedade. — 2 Timóteo 2:16 Veja que Paulo, em ambas as cartas, adverte Timóteo contra esses falatórios. E ele não se refere a eles [...

Porque a traça e a ferrugem corroem, e os ladrões minam e roubam

Esse é a parte 2 de 2 na série Erguei os Vossos Olhos Não é apenas em questões de morte que podemos ver o risco de perdermos as coisas desse mundo. Veja o que Jesus diz: Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mateus 6:19 Concordo com o que foi posto por Frank Herbert, em seu famoso livro, “Dune”: Não faltava nada em Caladan para se contruir um paraíso físico ou um paraíso da mente — nós podíamos ver a realidade à nossa volta. E o preço que pagamos foi o preço que os homens têm sempre

segunda-feira, 2 de abril de 2012

TODOS JUNTOS!

João Calvino tinha uma capacidade enorme para a amizade. Ele manteve algumas amizades da infância na vida adulta. Dois de seus amigos mais próximos eram Viret e Farel, com quem compartilhou os altos e baixos da causa da Reforma. Calvino repreendeu Farel, quando na idade de 69 anos, ele se casou com uma mulher muito mais jovem. Mas isso não abalou a amizade deles. Calvino ainda exortou os membros exaltados da igreja de Farel a suportar o seu pastor, que como um velho combatente buscou os confortos da vida conjugal. Calvino também estendeu a destra da amizade aos homens cujo parecer sobre questões teológicas eram diferentes do seu, entre eles Lutero e Philip Melanchton. (…) dos seus colegas reformadores Guillaume Farel e Pierre Viret. Calvino celebrou sua amizade com esses homens no prefácio de seu comentário a Tito, no qual ele afirmou: “Creio que nunca existiram amigos como esses que têm vivido juntos em tão profunda amizade, em seu estilo de vida diário, neste mundo, como a que temos em nosso ministério. Tenho servido aqui no ofício de pastor com vocês dois. Nunca houve qualquer aparência de inveja; parece-me que vocês dois e eu éramos como uma única pessoa.” * “E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum”. Atos 2.44 *Citado no livro: Vivendo para a Glória de Deus, Beeke, Joel R.,

RICARDO GONDIM: ACREDITAR-SE ELEITO É MALDIÇÃO Por Renato Vargens

O pastor Ricardo Gondim escreveu mais um texto polêmico. Na verdade, ele publicou em seu site uma breve reflexão sobre o seu pensamento sobre a eleição (leia aqui). No texto, ele afirmou que aquele que acredita na eleição é maldito. Bom, eu não sei porque Ricardo destila tanto ódio a algumas doutrinas bíblicas. Sinceramente, não consigo entender as vociferações “gondianas” quanto as doutrinas da graça. No texto Gondim afirmou que o conceito de eleição encontra-se tanto na mitologia como nas narrativas bíblicas: “O conceito de eleição está presente tanto nas mitologias como nas narrativas bíblicas. Narciso foi galardoado com beleza. O sacrifício de Abel foi aceito e o de Caim, rejeitado. Jacó, a despeito de sua falta de ética, ganhou a primogenitura – Esaú acabou descartado. Samuel marcou um x nas costas de Davi como o estimado de Javé. Além dos textos religiosos, a história também esteve repleta de poetas, literatos, cientistas e políticos que acreditaram na ideia de que Deus, a vida, o destino ou qualquer outra força os predestinou. Eles não se viam cotidianos, banais, ordinários. Pelo contrário, acharam que os outros mortais deviam se sujeitar aos códigos que escreveram.” Caro leitor, porventura será o que o pastor da Betesda ao escrever isso o fez com o intuito de colocar no mesmo patamar de autoridade, mitos e doutrinas? Será que os escritos de Dostoiévski possuem a mesma autoridade dos escritos apostólicos? Pois é, diferentemente de Gondim, eu creio na Bíblia como única e exclusiva regra de fé. Eu creio na doutrina da eleição, eu creio em um Deus Soberano que reina sobre tudo e todos e nem por isso sou “carniceiro”. Ora, as Escrituras tratam da doutrina da eleição sim e fazem isso com clareza inquestionável. Todavia, ao falar dela, Gondim preferiu omitir textos bíblicos como Rm 9, Rm 8.33, Cl 3.12, Tt 1.1, Rm 16:13, I Ts 1:04, Mc 13:20, 27, Cl 3:12, Mt 24:22 ). Pois é, dias difíceis os nossos! Confesso que tenho ficado muito preocupado com os textos publicados pelo Gondim. Lamento profundamente o fato de que os ensinamentos proferidos em seu púlpito estejam muito aquém das verdades bíblicas. Isto, posto, faço minhas as palavras do Principe dos Pregadores Charles Haddon Spurgeon: “Creio na doutrina da eleição, pois estou bem certo de que, se Deus não me tivesse escolhido, eu jamais iria escolhê-lo, e estou certo de que ele escolheu-me antes de eu nascer; de outro modo, ele nunca me teria escolhido”. Pense nisso!

A MAIS HORROROSA CRIATURA DO UNIVERSO Por Renato Vargens

Deus criou o homem perfeito, todavia, devido ao pecado, o homem foi expulso da presença de Deus tornando-se assim escravo da sua própria iniquidade. Apesar de ainda termos traços da bondade do Senhor, sofremos as consequências do pecado original. Nossa natureza é má, perversa, e destituida da glória de Deus. O ensino cristão é de que não existe um homem neste planeta que possa considerar-se justo pelos seus próprios méritos. Na verdade, a Bíblia afirma que “todos pecaram, e que todos estão destituídos da graça de Deus.” (Rm 3:23), diz também “que o salário do pecado é a morte” (Rm 6:23), e que quem peca, “transgride a lei” (I Jo 3:04), e que o pecado faz separação entre os homens e Deus. (Is 59:02) A Bíblia diagnostica o pecado como uma deformidade universal da natureza humana, deformidade que se manifesta em detalhes na vida de cada indivíduo. A doutrina reformada ensina que o homem é totalmente depravado e que necessita desesperadamente de salvação. O Apostolo Paulo ao escrever a igreja de Éfeso afirmou: “estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais” (Efésios 2:1-3). Ora, segundo o ensino paulino toda pessoa não regenerada pelo Espírito Santo de Deus está espiritualmente morta, fazendo a vontade da carne, do mundo, além de viver uma vida absolutamente escravizada por Satanás. Em outras palavras, isso significa que cada um de nós nasceu como um completo pecador. Nossa essência é pecadora, todo nosso ser é pecador, nossa mente, emoções, desejos, e até mesmo nossa constituição física está corrompida, controlada, e desfigurada pelo pecado e seus efeitos. Ninguém escapa desse veredicto. Nós somos totalmente depravados. Efésios 2:1 resume a doutrina da depravação total ao afirmar que os homens estão mortos em delitos e pecados. À luz desta verdade sou obrigado a confessar que a condição humana não poderia ser pior. Lamentavelmente o pecado fez do homem um “monstro”. O ser humano é implacável, mal, perverso, violento, desobediente aos pais, avarento, mentiroso, homicida, caluniador, adultero, promiscuo, imoral, corrupto e muito mais. Sinceramente não consigo entender o amor de Deus pela humanidade. O Senhor não seria injusto em condenar o homem ao inferno. Sem sombras de dúvidas somos merecedores da morte eterna. Todavia, Deus nos amou de tal maneira que enviou Jesus para morrer em nosso lugar. Que amor é esse? Como pode um Deus perfeito, Santo e justo, sacrificar seu próprio Filho em favor de seres tão pecadores? Ah! Que graça maravilhosa! Bendito seja o Senhor pelo seu imensurável amor! Como sou grato pela graça! Foi por causa dela que criaturas horrorosas, pecadoras e desprovidas de bondade foram salvas