domingo, 21 de julho de 2013

Coisas que até um ateu pode verPor Augustus Nicodemus Lopes

 



Um número razoável de cientistas e filósofos ateus ou agnósticos vem em anos recentes engrossando as fileiras daqueles que expressam dúvidas sérias sobre a capacidade da teoria da evolução darwinista para explicar a origem da vida e sua complexidade por meio da seleção natural e da natureza randômica ou aleatória das mutações genéticas necessárias para tal.
Poderíamos citar Anthony Flew, o mais notável intelectual ateísta da Europa e Estados Unidos que no início do século XXI anunciou sua desconversão do ateísmo darwinista e adesão ao teísmo, por causa das evidências de propósito inteligente na natureza. Mais recentemente o biólogo molecular James Shapiro, da Universidade de Chicago, ele mesmo também ateu, publicou o livro Evolution: A View from 21st Century onde desconstrói impiedosamente a evolução darwinista.
Thomas Nagel
E agora é a vez de Thomas Nagel, professor de filosofia e direito da Universidade de Nova York, membro da Academia Americana de Artes e Ciências, ganhador de vários prêmios com seus livros sobre filosofia, e um ateu declarado. Ele acaba de publicar o livro Mind & Cosmos(“Mente e Cosmos”) com o provocante subtítulo Why the materialist neo-darwinian conception of nature is almost certainly false(“Por que a concepção neo-darwinista materialista da natureza é quase que certamente falsa”), onde aponta as fragilidades do materialismo naturalista que serve de fundamento para as pretensões neo-darwinistas de construir uma teoria do todo (Não pretendo fazer uma resenha do livro. Para quem lê inglês, indico a excelente resenha feita por William Dembski e o comentário breve de Alvin Plantinga).
Estou mencionando estes intelectuais e cientistas ateus por que quando intelectuais e cientistas cristãos declaram sua desconfiança quanto à evolução darwinista são descartados por serem "religiosos". Então, tá. Mas, e quando os próprios ateus engrossam o coro dos dissidentes?
Neste post eu gostaria apenas de destacar algumas declarações de Nagel no livro que revelam a consciência clara que ele tem de que uma concepção puramente materialista da vida e de seu desenvolvimento, como a evolução darwinista, é incapaz de explicar a realidade como um todo. Embora ele mesmo rejeite no livro a possibilidade de que a realidade exista pelo poder criador de Deus, ele é capaz de enxergar que a vida é mais do que reações químicas baseadas nas leis físicas e descritas pela matemática. A solução que ele oferece – que a mente sempre existiu ao lado da matéria – não tem qualquer comprovação, como ele mesmo admite, mas certamente está mais perto da concepção teísta do que do ateísmo materialista do darwinismo.
Ele deixa claro que sua crítica procede de sua própria análise científica e que mesmo assim não será bem vinda nos círculos acadêmicos:
“O meu ceticismo [quanto ao evolucionismo darwinista] não é baseado numa crença religiosa ou numa alternativa definitiva. É somente a crença de que a evidência científica disponível, apesar do consenso da opinião científica, não exige racionalmente de nós que sujeitemos este ceticismo [a este consenso] neste assunto” (p. 7).
“Eu tenho consciência de que dúvidas desta natureza vão parecer um ultraje a muita gente, mas isto é porque quase todo mundo em nossa cultura secular tem sido intimidado a considerar o programa de pesquisa reducionista [do darwinismo] como sacrossanto, sob o argumento de que qualquer outra coisa não pode ser considerada como ciência” (p.7).
Ele profetiza o fim do naturalismo materialista, o fundamento do evolucionismo darwinista:
“Mesmo que o domínio [no campo da ciência] do naturalismo materialista está se aproximando do fim, precisamos ter alguma noção do que pode substitui-lo” (p. 15).
Para ele, quanto mais descobrimos acerca da complexidade da vida, menos plausível se torna a explicação naturalista materialista do darwinismo para sua origem e desenvolvimento:

“Durante muito tempo eu tenho achado difícil de acreditar na explicação materialista de como nós e os demais organismos viemos a existir, inclusive a versão padrão de como o processo evolutivo funciona. Quanto mais detalhes aprendemos acerca da base química da vida e como é intrincado o código genético, mais e mais inacreditável se torna a explicação histórica padrão [do darwinismo]” (p. 5).
“É altamente implausível, de cara, que a vida como a conhecemos seja o resultado da sequência de acidentes físicos junto com o mecanismo da seleção natural” (p. 6).
Não teria havido o tempo necessário para que a vida surgisse e se desenvolvesse debaixo da seleção natural e mutações aleatórias:
“Com relação à evolução, o processo de seleção natural não pode explicar a realidade sem um suprimento adequado de mutações viáveis, e eu acredito que ainda é uma questão aberta se isto poderia ter acontecido no tempo geológico como mero resultado de acidentes químicos, sem a operação de outros fatores determinando e restringindo as formas das variações genéticas” (p. 9).
Nagel surpreendentemente defende os proponentes mais conhecidos do design inteligente:
“Apesar de que escritores como Michael Behe e Stephen Meyer[1] sejam motivados parcialmente por suas convicções religiosas, os argumentos empíricos que eles oferecem contra a possibilidade da vida e sua história evolutiva serem explicados plenamente somente com base na física e na química são de grande interesse em si mesmos... Os problemas que estes iconoclastas levantam contra o consenso cientifico ortodoxo deveriam ser levados a sério. Eles não merecem a zombaria que têm recebido. É claramente injusta” (p.11).
Num parágrafo quase confessional, Nagel reconhece que lhe falta o sentimento do divino que ele percebe em muitos outros:
“Confesso um pressuposto meu que não tem fundamento, que não considero possível a alternativa do design inteligente como uma opção real – me falta aquele sensus divinitatis [senso do divino] que capacita – na verdade, impele – tantas pessoas a ver no mundo a expressão do propósito divina da mesma maneira que percebem num rosto sorridente a expressão do sentimento humano” (p.12).
Para Nagel, o evolucionismo darwinista, com sua visão materialista e naturalista da realidade, não consegue explicar o que transcende o mundo material, como a mente e tudo que a acompanha:
“Nós e outras criaturas com vida mental somos organismos, e nossa capacidade mental depende aparentemente de nossa constituição física. Portanto, aquilo que explicar a existência de organismos como nós deve explicar também a existência da mente. Mas, se o mental não é em si mesmo somente físico, não pode, então, ser plenamente explicado pela ciência física. E então, como vou argumentar mais adiante, é difícil evitar a conclusão que aqueles aspectos de nossa constituição física que trazem o mental consigo também não podem ser explicados pela ciência física. Se a biologia evolutiva é uma teoria física – como geralmente é considerada – então não pode explicar o aparecimento da consciência e de outros fenômenos que não podem ser reduzidos ao aspecto físico meramente” (p. 15).
“Uma alternativa genuína ao programa reducionista [do darwinismo] irá requerer uma explicação de como a mente e tudo o que a acompanha é inerente ao universo” (p.15).
“Os elementos fundamentais e as leis da física e da química têm sido assumidos para se explicar o comportamento do mundo inanimado. Algo mais é necessário para explicar como podem existir criaturas conscientes e pensantes, cujos corpos e cérebros são feitos destes elementos” (p.20).
Menciono por último a perspicaz observação de Nagel, que se a mente existe porque sobreviveu através da seleção natural, isto é, por ter se tornado na coisa mais esperta para sobreviver, como poderemos confiar nela? E aqui ele cita e concorda com Alvin Plantinga, um filósofo reformado renomado:
“O evolucionismo naturalista provê uma explicação de nossas capacidades [mentais] que mina a confiabilidade delas, e ao fazer isto, mina a si mesmo” (p. 27).
“Eu concordo com Alvin Plantinga que, ao contrário da benevolência divina, a aplicação da teoria da evolução à compreensão de nossas capacidades cognitivas acaba por minar nossa confiança nelas, embora não a destrua por completo. Mecanismos formadores de crenças e que têm uma vantagem seletiva no conflito diário pela sobrevivência não merecem a nossa confiança na construção de explicações teóricas do mundo como um todo... A teoria da evolução deixa a autoridade da razão numa posição muito mais fraca. Especialmente no que se refere à nossa capacidade moral e outras capacidades normativas – nas quais confiamos com frequência para corrigir nossos instintos. Eu concordo com Sharon Street [professora de filosofia na Universidade de Nova York] que uma auto-compreensão evolucionista quase que certamente haveria de requerer que desistíssemos do realismo moral, que é a convicção natural de que nossos juízos morais são verdadeiros ou falsos independentemente de nossas crenças” (p.28).
Não consegui ler Nagel sem lembrar do que a Bíblia diz:
"Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até ao fim" (Eclesiastes 3:11).
"De um só Deus fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós"(Atos 17:26-27).
Nagel tem o sensus divinitatis, sim, pois o mesmo é o reflexo da imagem de Deus em cada ser humano, ainda que decaídos como somos. Infelizmente o seu ateísmo o impede de ver aquilo que sua razão e consciência, tateando, já tocaram.
Nota:
[1] Os dois são os mais conhecidos defensores da teoria do design inteligente. Ambos já vieram falar no Mackenzie sobre este assunto.
Fonte: O Tempora! O Mores!

sábado, 20 de julho de 2013

A benção de ser um derrotado - Por P massolar





Ninguém gosta de perder... A perda sempre gera momentos de dor, angústia, frustração, insegurança em relação ao futuro e quase nunca estamos preparados emocionalmente para perder, seja pela surpresa, pelo inesperado que nos atropela de repente ou por precisar abrir mão de algo importante.Numa sociedade viciada em ganhar, onde, desde muito pequenos, somos adestrados e incentivados a agir sempre competitivamente em todas as coisas, aprendemos que somente os fracos perdem.Em tempos como os que vivemos, a derrota parece ser o não sucesso, o não se sobressair tanto no mercado de trabalho como na conquista de uma pessoa desejada, não alcançar algo que se quer ou perder para alguém mais forte, aparentemente melhor preparado que a gente.Não é tão incomum, e aliás está se tornando uma doença crônica que vai se alastrando incontrolavelmente, ouvir até mesmo os ambientes religiosos reproduzindo o velho discurso a favor da "vitória" a qualquer custo.Mesmo que para isto seja preciso abrir mão do bom senso, do Evangelho puro e simples ensinado por Jesus, não como um meio de ganhar tudo o que se quer ou se deseja, mas, mesmo na aparente derrota, encontrar o caminho da consciência pacificada de que todas as coisas cooperam sempre para o bem daqueles que amam a Deus e são chamados segundo um propósito infinitamente maior do que perder ou ganhar.Até mesmo a perda ou o não ser atendido na petição que fazemos se torna motivo de glória e livramento incontáveis vezes. Na perspectiva do Reino nem sempre os "vitoriosos", os "fortes" ou aqueles que chegam em "primeiro lugar" cheios de "honras" herdarão a terra.Tenho visto uma geração inteira dentro dos templos/mercados pagando, e pagando muito caro, alguns dão o que não podem para tentar se tornar "vitoriosos" segundo as suas próprias perspectivas viciadas e distorcidas. Dão ofertas/oferendas generosas, fazem pactos, propósitos, compram o favor das entidades ou das forças e elementos da natureza afim de se tornarem imbatíveis.Querem fechar o corpo, ganhar força e poderes sobrenaturais para jamais perderem. Como se fosse possível, tentam até mesmo comprar o "in-comprável", acham que Deus é um negociador que distribui bens, fortuna e sucesso em troca de moedas, sacrifício ou serviço abnegado. Eles até ganham alguma coisa, conquistam lugares, pessoas, situações e demandas, mas acabam perdendo o essencial da vida. "Ganham" sempre, mas ganham sem paz, sem alegria, sem sabor e sem verdade.Precisamos entender que nossa limitada e frágil humanidade, nossa derrota diante das vitórias que provocam mais mal do que bem, na verdade, é uma bênção. É exatamente a capacidade de perder que nos faz crescer para a vida. A perda não é sinal de fraqueza, mas sim de força pois é neste momento que a consciência de que não somos indestrutíveis cresce ou que nossa aparente força nada é, que descobrimos o dom do quebrantamento.Por incrível que pareça, o poder de Deus em nossas vidas se aperfeiçoa mesmo é na fraqueza, no reconhecimento de que o controle de todas as coisas é somente Dele. Perder ou ganhar, neste sentido tanto faz, é só mais um aprendizado.A arrogância dos "vencedores" e dos "poderosos" é, de fato, a anti-vitória. Quem ganha sempre forçado ou comprado, está acumulando para si próprio uma perda irrecuperável, a destruição dos valores fundamentais da vida, da segurança de passar pelo vale da sombra da morte sem temer mal algum porque a presença Daquele que habita o coração dos quebrantados e humildes o acompanha.Não! Eu não quero ganhar sempre, decretado, comprado ou profetizado... Ganhando ou perdendo, vou seguir minha vida habitando com Aquele que me faz mais do que vencedor até mesmo nas derrotas que me sobrevém, sendo seguido pela bondade e pela misericórdia todos os dias da minha vida.Eu não sei se amanhã eu vou ganhar ou perder, a única certeza que está viva e pulsante no meu coração, todos os dias, é que eu sei em Quem tenho crido e sei também que Ele é fiel e poderoso para me guardar até mesmo no dia da derrota, no dia mal.O Deus que chamou para junto de si os fracos e sobrecarregados te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!
Fonte: [ Ovelha Magra ]

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Via: [ Pensar e Orar ]

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Examina as Escrituras



Se você não quer que a obra da sua conversão venha a ser abortada, uma vez entendido o que lhe é oferecido, ' examine as Escrituras todos os dias para ver se as coisas são de fato assim ou não ' (At 17:11).

Assim fizeram os Bereanos, e o texto 'diz que por causa disso creram ' (At 17:12). Nós não queremos enganá-lo, por isso não queremos que você aceite qualquer coisa que dissermos, mas aquilo que pudermos provar, pela palavra de Deus ser realmente verdade. Não desejamos guiá-lo nas trevas mas, pela luz do evangelho, queremos retirá-lo das trevas. Assim sendo, não recusamos submeter toda a nossa doutrina a um teste justo. Embora não desejemos que você se torne culpado por desconfiar de nós injustamente, ainda assim, não desejamos que aceite este ensinos importantes e preciosos, confiado meramente nas nossas palavras; porque neste caso, a sua fé seria colocada no homem; e, então seria de admirar que viesse a ser fraca, ineficaz, e facilmente abalada. Você pode confiar em um homem hoje e não mais confiar amanhã; um homem pode merecer o maior crédito de você este ano, mas no ano seguinte pode ser que outro homem, com pensamentos contrários, venha a merecer mais crédito aos seus olhos. Assim, nós não queremos que acredite em nós mais do que o suficiente para conduzí-lo a Deus, e para que o ajudemos a entender aquelas palavras nas quais você precisa crer. O nosso desejo, portanto, consiste em que você examine as Escrituras, e teste se as coisas que lhe dizemos são verdadeiras.

A nossa palavra nunca alcançará o seu propósito em você, até que veja e ouça a Deus nelas, e compreenda que é Ele, e não apenas homens, quem está lhe falando. Se você não ouvir ninguém lhe falar, a não ser o ministro, não é de admirar que ouse desdenhar dele; pois ele é um homem frágil e mortal como você mesmo. Enquanto você pensar que a doutrina que pregamos é meramente o produto da nossa própria imaginação ou conjecturas, não é de admirar que não a valorize, nem abandone tudo o que cria anteriormente, pela simples persuasão de um pregador. Mas quando você sondar as Escrituras, e vier a descobrir que o que lhe está sendo pregado é a palavra do Deus dos Céus, ousaria você então desprezá-la? Quando você descobrir que nós não lhe dissemos mais do que fomos ordenados, e que o Deus que falou esta palavra a sustentará, então ela certamente lhe falará mais intimamente; você a considerará, e não mais a ouvirá com descaso.

Se nós vendêssemos mercadorias defeituosas, certamente desejaríamos uma loja escura para esconder os defeitos; e se o nosso ouro ou prata fossem leves ou de má qualidade, nós certamente não recomendaríamos que os pesassem e testassem.Mas quando estamos convictos de que aquilo que falamos é verdade, não desejamos outra coisa, senão teste. Beleza e boa aparência não apresentam nenhuma vantagem sobre uma deformidade repugnante quando ambas encontram-se nas trevas, mas a luz mostrará a diferença. O erro será um perdedor quando houver luz, e assim fugirá dela. Mas a verdade será vitoriosa quando houver luz, e portanto a buscará. Deixe que os papistas escondam as Escrituras do povo, proíbam sua leitura na língua que eles conhecem, e ensinem-lhes a falar de Deus o que não entendem. Nós não ousamos fazer isso, nem o desejamos. Nossa doutrina não é pregada nas trevas; por isso convidamos você à 'lei e aos testemunhos '.

Autor: Richard Baxter
Fonte: [ Mayflower ]

terça-feira, 16 de julho de 2013

A cultura numa perspectiva cristã reformada - A cultura numa perspectiva cristã reformada







A cultura consiste nas instituições, tecnologias, arte, costumes e pautas sociais que se desenvolvem numa sociedade. A cultura é o contexto dentro do qual toda pessoa vive inevitavelmente a sua vida cotidiana.
O problema de “Cristo e cultura” somente se entende como a relação entre os cristãos e a cultura em que vivem. Mas esta ênfase obscurece uma importante questão: inclusive quando os cristãos rejeitam a cultura que os cerca, esta continua sendo o meio de sua existência, enquanto criam uma subcultura cristã. O Cristianismo acultural não existe.
As posturas históricas
O clássico livro de H. Richard Niebuhr com o título Christ and Culture[1] relata as cinco atitudes que os cristãos adotam historicamente frente à questão da cultura. Tanto na história como na vida individual do cristão, não existe uma resposta única frente à cultura.
A postura mais radical sustenta que Cristo está contra a cultura. Aqui se entende a cultura como um elemento hostil ao Cristianismo, tanto em teoria como na prática. Independentemente da sociedade em que se encontrem imersos os cristãos, são chamados a opor-se aos costumes e traços desta. A entrega a Cristo requer uma decisão entre ambas as coisas.
Uma segunda postura é a atitude de ver a Cristo na cultura, que permite a harmonia fundamental entre Cristo e a cultura. O próprio Cristo é considerado como um herói supremo da cultura. A sua vida e ensino é o maior benefício humano da história. Portanto, os seguidores de Cristo podem confiar que a cultural é essencialmente congruente com os seus próprios ideais, e não tem porque renunciar àquela em que se estão imersos.
Uma terceira possibilidade é a de que Cristo está por cima da cultura. Esta postura de síntese afirma tanto a Cristo como a cultura, mas mantendo a distinção entre eles. Cristo é algo mais que um simples herói cultural. Ele é superior e maior que a cultural e digno de uma fidelidade maior. Ma a cultura também exige a participação cristã. Como cidadãos de dois reinos, os cristãos podem viver com uma consciência limpa em ambos os mundos, do mesmo modo que fez Jesus, o Deus Homem.
Em quarto lugar, os teólogos como o apóstolo Paulo, ou Lutero enfatizaram a Cristo e a cultura de mundo paradoxo. Esta postura se baseia na dualidade que aceita a autoridade tanto de Cristo como da cultura. Consequentemente, os cristãos vivem experimentando uma desagradável tensão, tentando satisfazer as exigências de ambas autoridades, e desejando uma salvação eventual e meta-histórica que resolva essa situação.
Por último, se pode entender a Cristo como o transformador da cultura. A tradição de Agostinho e Calvino afirma que, considerando a condição da queda da cultura humana, o compromisso com Cristo permite à pessoa converter a cultura num objetivo santo. Devido ao fato de que Cristo converte as pessoas e as instituições sociais, os cristãos podem seguir com a obra de Deus mediante as suas atividades culturais ordinárias.
Fundamentos doutrinários
O respaldo cristão da cultura começa com a doutrina da criação. Isto obriga aos cristãos a reivindicar o mundo para Deus, e fomenta a sua ira ao ver o grau em que o mundo de Deus foi dominado por Satanás e o mal. Os cristãos têm um chamado criacional e outro missionário.
Uma segunda doutrina chave é a Queda e o mal consequente que incide na natureza humana e as instituições sociais. Para um cristão a cultura é sempre uma prova, com tendências para a depravação (se bem que com mais em certas épocas e lugares que em outros). Como tudo o mais dentro de um mundo caído a cultura possui uma tendência permanente de cruzar a linha entre o bem e o mal.
Todavia, a Bíblia não localiza o mal em algumas formas externas per si. O mundo e a cultura humana são capazes de ser usados bem ou mal. O abuso que se faz de algo, não o invalida. O resultado é a necessidade da responsabilidade moral na busca da cultura.
O aforismo de Cristo que ordenou aos seus seguidores a “dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mt 22:21), resume o tema bíblico que diz que as instituições da sociedade formam parte do design que Deus fez da vida humana e, como tal são dignas de sua sinceridade legítima. Mas no centro do Cristianismo achamos a convicção de que o “que é de Deus” merece um maior respeito que o que é de César. A cultura é sempre um bem secundário.
A doutrina da vocação (crença de que Deus chama as pessoas para desempenhar trabalhos específicos e lhes concede a capacidade necessária para realizá-las) contribui igualmente para a afirmação cristã da cultura. A Bíblia aceita como fato (por exemplo: Gn 4:20-22) que Deus chama a certas pessoas a serem agricultores, outros para serem músicos, outras a serem arquitetos, chamamentos que todos eles tem conexões culturais.
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A convicção cristã de que para uma pessoa redimida toda a vida pertence a Deus permanece resumida na frase do NT que diz: “assim, pois, quer comais ou bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1 Co 10:31). Para um cristão, inclusive o projeto cultural mais corrente pode formar parte de uma vida centrada em Deus.

sábado, 13 de julho de 2013

Dia do Senhor 01 - por Pr. Julius VanSpronsen





Leitura: Romanos 06


Amada congregação do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo,
Qual é o propósito da sua vida? Devem existir muitas respostas a esta pergunta. Muitas pessoas não têm um propósito nesta  vida, apenas prosseguem em seu próprio prazer. Outras argumentam que o seu propósito é contribuir com a sociedade, mas a sua esperança na bondade da sociedade as deixa enganadas e nunca conseguem ajudar em certa situação. Muitos cristãos acham que têm só o propósito espiritual, mas fazem distinção entre as coisas físicas e as coisas espirituais – eles negam o seu mandato nesta terra e são desagradáveis ao Senhor.

Então, qual é o propósito da sua vida? A Bíblia diz que o nosso propósito deve estar no nosso relacionamento com Deus – e esse relacionamento tem consequências em todas as áreas da nossa vida: físicas, emocionais e espirituais! O ponto é que, o nosso propósito de viver, repousa completamente em Cristo – ele é o nosso dono, e somos escravos d’Ele . Esse conhecimento nos dá paz, alegria e consolo em todas as situações desta vida. Prego o evangelho de Cristo sob o seguinte tema:
Tema: Até os fios de nossos cabelos pertencem a Jesus Cristo, porque:
·         1. Ele nos comprou
·         2. Ele nos protege
·         3. Ele nos renova
1. Ele nos comprou.
A confissão que nós professamos começa com as palavras: “Não pertenço a mim mesmo”. Estas palavras nos lembram de Romanos 6, onde Paulo se compara com um escravo. Naquela época, o escravo não tinha o direito de escolher a sua ocupação ou o lugar de residência. Se um amigo lhe pedisse ajuda, ele respondia: “Não pertenço a mim mesmo, fui comprado e agora não posso fazer nada fora da vontade do meu dono”. Hoje em dia, ninguém gosta de pensar em escravidão – todos acham que todo mundo deve ser livre, sem nenhum mestre nem dono. Mas, o que diz Paulo em Romanos 6, e o que diz o nosso catecismo, é que ninguém é realmente livre – escravidão é uma realidade para todos! Gênesis deixa claro que ninguém tem uma vontade livre. Embora tomemos decisões sobre várias coisas, somos, por natureza, escravos da vontade do diabo, e somos inclinados a odiar a Deus e ao nosso próximo. O homem sem Cristo, não está livre para fazer qualquer coisa que ele desejar, mas é como uma marionete ou um fantoche, nas mãos do diabo. Por natureza, todos são filhos da serpente, e ficam assim, a não ser que Deus transforme o seu coração. Em João 6.65 Jesus diz: “(...) ninguém poderá vir a mim, se, pelo Pai, não lhe for concedido”. Em Romanos 6, Paulo mostra que, ou a pessoa é um escravo do pecado, ou ele é um escravo da justiça. Cada pessoa é um escravo – ninguém é dono de si mesmo – então, a pergunta é: “(...) quem é o seu mestre?” A resposta a esta pergunta tem a ver com o seu único consolo na vida e na morte.

Se o mestre for o diabo, o escravo provavelmente não será capaz de reconhecer isso. Por natureza, os nossos corações são maus; e os nossos próprios desejos e a nossa própria vontade nunca nos conduzem a buscarmos a Deus. Uma pessoa sem Cristo escolherá fazer a mesma coisa que o diabo quer que ela faça – a vontade impura age de acordo com o desejo do diabo, e ela nem percebe isso. Não existem muitas normas na vida sem Cristo, e tal pessoa vive sem fundamento e propósito firmes; ela não gosta das coisas que causam atrito à sua vida, e sempre é dirigida pelos seus sentimentos e emoções. Então, elas estudam as novidades em sociedade, gostam do estudo científico mais atual ou das novidades nas modas do dia; ou elas estão rastreando a vida dos políticos; ou se interessam por qualquer esporte ou divertimento. Só nestas coisas consiste a vida: televisão, roupas, corpos, dinheiro, e uma diversão. Não pensam sobre morte, Deus, justiça e verdade; elas procuram os prazeres temporários deste mundo, a saber: dinheiro, saúde, direitos ou qualquer coisa que estimulem as suas mentes. São escravos do prazer mundano - não pertencem a si mesmos, mas os seus corações os conduzem a servir ao diabo, que é o seu mestre e rei. Não se engane – não há alegria na vida de quem está sob o domínio do diabo – ele é um mestre que odeia os seus súditos!

Porém, a Bíblia revela que há um outro mestre. Na sua misericórdia, o SENHOR Deus declarou que tiraria algumas pessoas das mãos do diabo. Embora todos os homens fossem destinados à condenação eterna, Deus escolheu alguns para si mesmo. Deus enviou o seu único Filho para pagar completamente todos os seus pecados, com o seu sangue precioso. Cristo pagou o preço de um resgate e libertou o seu povo escolhido da punição que merecia, da sua rebelião contra Deus! Agora, como membros da Igreja de Cristo, reconhecemos que pertencemos, de corpo e alma, tanto na vida quanto na morte, ao nosso fiel Salvador Jesus Cristo. Ele é o nosso mestre e dono – Ele nos comprou e pertencemos a Ele – Cristo é o nosso Senhor, e isso tem muitas consequências na nossa vida e na nossa morte.

Por que achamos que é um consolo ser um escravo? Por que confessamos que é um consolo que Jesus Cristo é o nosso Senhor e Mestre? Paulo responde a estas perguntas em Romanos 6.20-23 quando compara a vida dos escravos do pecado com a vida dos escravos de Deus: “Porque, quando éreis escravos do pecado, estáveis isentos em relação à justiça. Naquele tempo, que resultados colhestes? Somente as coisas de que, agora, vos envergonhais; porque o fim delas é morte. Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna; porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”. Os escravos do diabo vivem com vergonha até da sua morte eterna; os escravos de Cristo experimentam bênçãos ricas já nesta vida e as bênçãos continuam para sempre! Os que foram comprados com o sangue de Cristo são salvos da vaidade na sua vida. Eis a resposta.

Temos um propósito na nossa vida! Deus nos concedeu corpos para um propósito; o nosso trabalho tem um alvo; temos famílias porque Deus tem planos para nós. Se alguém lhe perguntasse: “Por que você está ensinando os seus filhos assim?”, ou “Por que você mostra amor ao seu marido enquanto ele não a respeita?”. A resposta do cristão é simples: “Porque estou servindo meu Mestre, servindo ao seu reino e isso é a vontade divina na minha vida... E como escravo de Cristo, também reconheço que Ele me protege.

2. Ele nos protege.
A confissão continua, e fala sobre a natureza do nosso Mestre – Ele não só nos concedeu vida e nos libertou do diabo, mas também nos protege e guarda dia a dia – até nossos fios de cabelo! Em Mateus 10.28-31, o Senhor Jesus diz: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo. Não se vendem dois pardais por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem o consentimento de vosso Pai. E, quanto a vós outros, até os cabelos todos da cabeça estão contados. Não temais, pois! Bem mais valeis vós do que muitos pardais”. Jesus diz que “até os cabelos todos da cabeça estão contados”. Pensem nisso um momento... Vocês têm uma noção do número dos cabelos na sua cabeça? Vocês percebem quantos cabelos caem da sua cabeça cada dia? Cientistas dizem que todo dia a pessoa perde entre 25 a 100 fios de cabelo. Vocês percebem quando mais 01 (um) cabelo cai? Com certeza percebem em longo prazo que o número está diminuindo, mas quando mais 01 (um) cabelo cai?. Então, é bom notar que o SENHOR nos conhece melhor do que conhecemos a nós mesmos!

Deus não apenas vê os seus filhos no meio dos milhões que moram na terra (Salmo 139); Ele não apenas conhece a sua morada e a situação da sua família aqui em Recife, mas também conhece a sua situação de uma forma tão íntima que sem a vontade d’Ele nem um fio de cabelo pode cair da sua cabeça! Louvemos ao Senhor pelo seu poder! Aprendamos também sobre a profundidade do amor do SENHOR – Ele presta atenção às coisas insignificantes na nossa vida! A perda de cabelo é normal e, de qualquer forma, não nos afeta – quando estivermos correndo, um fio de cabelo caindo ao chão não nos impede, nem nos ajuda – não nos afeta de forma nenhuma. Mas, por causa do amor para conosco, Deus vê aquele cabelo caindo... e se cremos que um fio de cabelo não pode cair sem a vontade do SENHOR, também temos que confessar que tudo e qualquer coisa que acontece, sempre acontece por causa da vontade de Deus! Cremos na soberania do SENHOR – tudo está nas mãos d’Ele... e todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus! Devemos reconhecer isto também: desfrutamos da proteção do SENHOR somente porque pertencemos a Cristo! Somente os escravos de Cristo têm a proteção do Deus Soberano.

Cristãos pertencem a Cristo – as suas almas pertencem a Ele, os seus corpos pertencem a Ele, até seus fios de cabelo pertencem a Ele, porque Ele os comprou com o seu sangue.

Somos identificados com Cristo – quando falamos sobre Cristo, falamos sobre a Sua Igreja que é o Seu corpo! Então, o consolo do evangelho continua além desta vida na terra para a eternidade nos céus – pertencemos a Ele! Nada poderá nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor! E o consolo para a cristão é que Cristo cuida daquilo que pertence a Ele - Ele o protege para que permaneça com Ele para sempre -- pertencemos a Cristo para toda eternidade! Temos certeza de que Cristo viverá para sempre, então, temos certeza de que nós também viveremos para sempre!

O verdadeiro consolo para o filho de Deus é mais do que a garantia da proteção nas tribulações desta vida. Temos raízes mais profundas do que as coisas que vemos.

O consolo do cristão não se baseia nos seus relacionamentos (esposo, esposa, filhos, pais, ou amigos), não se baseia nas suas posses, nos seus feitos, no seu dinheiro, ou na sua saúde... todas estas coisas são extras.

O verdadeiro consolo consiste no conhecimento que temos (na palma da mão) d’Aquele que criou tudo e reina acima de tudo e de todos. A coisa mais preciosa na nossa vida é o amor do SENHOR, e ninguém pode tirar de nós esse amor! Quando baseamos a nossa identidade em Cristo Jesus, o nosso Senhor, as tribulações da vida não podem nos abalar!

Seu consolo fique em Cristo – e ninguém pode lhe abalar, porque não depende de você, mas do seu Dono, que é Cristo. Nas tribulações mais difíceis, nenhuma coisa permanente é arriscada, porque tudo deste mundo é temporário, menos o seu relacionamento com Cristo! Por isso, vivamos todos como escravos de Cristo, com o consolo que não é abalado.

3. Vivemos para a glória d’Ele.
Se Deus não revelasse esse consolo a nós, nunca o perceberíamos. Confessamos que reconhecemos esse consolo só por causa do trabalho do Espírito Santo. Dizemos: Pelo Seu Espírito Santo, Ele também nos assegura a vida eterna. O Espírito Santo garante o que temos em Cristo, e nos lembra do trabalho de Cristo para que experimentemos esse consolo. Pelo Espírito Santo e a Palavra do SENHOR, somos lembrados do consolo indizível que temos em Cristo que nos comprou! Por isso, é muito importante que continuemos a ler a Bíblia e frequentemos os cultos para ouvirmos a pregação desta Palavra. E, reconhecendo o nosso consolo em Cristo, queiramos viver como escravos fiéis do nosso Mestre... O Espírito Santo nos torna dispostos e prontos de coração para vivermos para Ele de agora em diante.

Viver para Ele. O que significa esta frase? Basicamente confessamos que o Espírito Santo nos orienta a vivermos com o propósito de glorificarmos a Cristo que é o nosso Senhor e Dono. Não vivemos para o nosso prazer, o nosso bem, ou a nossa satisfação! Não temos vida para nós mesmos – as nossas vidas não nos pertencem! Antes, somos representantes do Senhor – temos que representar o nosso Dono – isto é o propósito desta vida. Devemos fazer tudo para a glória do Senhor – representemos constantemente a natureza do nosso Dono aos olhos das pessoas com quem nos encontrarmos.

Quando tivermos de tomar uma decisão na nossa vida, nunca devemos tomá-la para o nosso proveito, mas sempre para o proveito do nome de Jesus Cristo. A pergunta nunca deve ser: O que é melhor para mim? Mas sempre devemos perguntar: O que devo fazer como escravo de Jesus Cristo? O que é melhor para glorificar o Seu nome? Daí então, ganhamos paz e consolo em tudo que fizermos – temos que agradar à audiência de um só, que é Deus! Não somos escravos e servos dos nossos esposos, das nossas esposas, da nossa família, ou dos nossos próximos, mas somos escravos de Jesus Cristo, o nosso Mestre! Temos que dar contas somente a Ele das nossas decisões e ações.

Cristo vai perguntar: “Você era meu representante na sua vida? Mostrava gratidão pelo meu trabalho em seu favor, ou você ficava preocupado com a sua própria vida? Morava como meu escravo ou do seu dinheiro, ou do seu êxito, ou do seu trabalho?”

Quando o mestre ordena que seu escravo faça algo, e o escravo faz fielmente o que foi ordenado, se tiver consequências más, é o mestre e não o escravo que fica responsável pelo resultado. O escravo só tem que obedecer a seu Mestre.

Vivemos para o Senhor quando obedece a Ele. Os resultados ficam nas mãos do Senhor! Muitas vezes tomamos a responsabilidade pelos resultados, mas a nossa responsabilidade não é determinar as consequências, mas sermos fiéis na nossa tarefa para com o nosso Senhor. Quando confessamos os nossos pecados e nos arrependemos das ações odiosas, e tentamos obedecer às Leis do Senhor, os resultados ficam com Deus – podemos desfrutar paz. E quando crescermos também  reconheceremos que aquilo que é para a glória de Jesus, é bom também para nossa vida.

Quando cessarmos de viver para a nossa própria satisfação, e quando não vivermos mais com base nas expectativas dos outros, começaremos a perceber a nossa situação com uma nova perspectiva.

As pessoas que somente pensam no seu próprio bem e sucesso são egoístas e julgam outros somente com base no proveito que têm para tirarem algo deles. Se eles os ajudam, por enquanto são tolerados, mas se alguém lhes impedem, acham que estão interrompendo o seu propósito; esquecem que não pertencem a si mesmos; esquecem que não devem servir ao seu próprio pequeno reino, mas que devem servir ao Mestre que é o Rei acima de todos! Quem colocou aquela pessoa, aquela família, aquele padrão no seu caminho, na sua vida, foi Deus e Ele quer que você sirva a Ele naquele relacionamento! Vivemos no reino do SENHOR Todo-Poderoso! Somos servos d’Ele, e com esta perspectiva (que é uma perspectiva eterna), vivemos com muita alegria e paz.

O coração do crente é transformado por Jesus Cristo que o comprou. O coração transformado reconhece a natureza da sua vida, que é um serviço para o Rei Eterno. Jesus Cristo nos comprou para nos libertar de todo o domínio do diabo, e pertencermos a Ele de corpo e alma, tanto na vida quando na morte. Vivemos para Cristo, não para nós mesmos. Ele nos guarda. Ele vê tudo que acontece na nossa vida, até os fios de cabelo caindo da nossa cabeça.. Ele nos conhece, e nesta situação de consolo e alegria, podemos viver para Cristo, nosso Mestre!

O seu trabalho não é para você; suas diversões na vida não são privadas. Trocando fraldas, visitando seus vizinhos, cuidando dos idosos, participando nos cultos, limpando a sua casa, faça tudo a serviço de Jesus Cristo!
Vivamos para Ele – não pertençamos a nós mesmos; estejamos em Cristo, o nosso Dono. Somos filhos adotivos do Pai celestial – é assim hoje e vai continuar para sempre. Amém